Autoridade no Desenho Humano: como reconhecer a sua forma de decidir
- marcelaperrote
- 27 de abr.
- 4 min de leitura

Depois de perceber seus padrões…de questionar seus caminhos…de notar onde você se afasta de si…uma pergunta começa a surgir com mais força: como eu sei o que é certo para mim?
Não no nível da mente, mas no nível da verdade.
Existe uma forma sua de decidir
Uma das bases mais importantes do Desenho Humano é essa: você não foi feita para decidir como todo mundo.
Existe, dentro de você, uma forma específica de reconhecer o que é — e o que não é — para você.
Isso se chama Autoridade.
Ela não vem da lógica, não vem da pressão externa e não vem da pressa. Ela vem do corpo. Ou, em alguns casos, da forma como você se percebe em relação ao ambiente e às trocas.
Por que a mente confunde?
A mente é rápida - ela analisa, compara, projeta cenários, tenta prever o futuro, e isso é útil.
Mas, quando ela assume o lugar da decisão surgem as dúvidas, inseguranças, necessidades de confirmação. E, funciona desta forma, pois a mente trabalha com referências externas.
Já a sua Autoridade trabalha com algo mais direto: a sua própria coerência interna.
Cada pessoa acessa isso de um jeito
E aqui está um ponto essencial: não existe uma única forma de decidir.
Existem diferentes tipos de Autoridade — e cada uma funciona de um jeito próprio.
Vou te apresentar as principais, de forma simples, para você começar a se reconhecer.
Se você ainda não sabe qual a sua Autoridade, faça seu gráfico de Desenho Humano gratuitamente, aqui.
→ Autoridade Emocional
Se você tem Autoridade Emocional, sua clareza não é imediata, ela vem com o tempo e com as experiências. Você sente ondas — momentos de mais clareza, outros de dúvida. A decisão correta aparece quando você não está nem no pico da emoção…nem na baixa., e sim em um lugar interno mais neutro. É quando o SIM vem com clareza mesmo com as nuances emocionais.
Para você, o mais importante é: não decidir no impulso
→ Autoridade Sacral
Aqui, a resposta é no agora. É um “sim” ou “não” do corpo.
Você sente expansão ou contração de forma imediata.
Mas essa resposta não vem da mente — vem de uma reação visceral.
Para você, o mais importante é: responder ao que chega, sempre no presente, e não forçar decisões mentais
→ Autoridade Esplênica
Essa é sutil, pois é uma percepção instantânea, quase um sussurro interno. Uma sensação de “é isso” — ou “não é”. E ela acontece no presente, uma única vez. Um calafrio, um frio na nuca, uma sensação no estômago, uma vibração na pele.
Para você, o mais importante é: aprender a confiar no que é sutil.
→ Autoridade do Ego (ou do Coração)
Aqui, a decisão passa pelo desejo, pelo o que você realmente quer. Pelo que tem energia para sustentar.
Para você, o mais importante é: ser honesta com o que deseja — sem tentar agradar. É sobre honrar os desejos e se permitir sentir isso.
→ Autoridade Auto-Projetada
Aqui, a clareza vem através da sua própria voz. Você se entende quando se escuta, pois quando fala, algo se organiza. A verdade aparece no som da sua própria expressão.
Para você, o mais importante é: se dar espaço para falar e se ouvir com presença. Se tiver alguém em que confia, para falar sem travas morais, melhor ainda!
→ Autoridade Mental (ou Ambiental)
Essa Autoridade não está no corpo — está no ambiente. A clareza vem ao conversar, ao trocar, ao se expor a diferentes perspectivas. Mas atenção: não é sobre ouvir conselhos. É sobre perceber o que ressoa em você ao longo dessas trocas. Como você se sente com as pessoas e os ambientes em que está?
Para você, o mais importante é: estar nos ambientes certos e não decidir no isolamento.
→ Autoridade do Ego Projetada
Aqui, a decisão também passa pelo desejo — mas ela se revela na interação com o outro. Ao falar, ao se posicionar, você percebe o que realmente quer sustentar.
Para você, o mais importante é: se escutar nas relações — sem se moldar ao outro. É perceber aquilo que é verdadeiro para você no encontro.
→ Autoridade Lunar (Refletores)
Aqui, o tempo é essencial. As decisões estruturais precisam de um ciclo completo — observar, sentir, atravessar experiências. Um decante lento, que é apurado pela passagem lunar.
Para você, o mais importante é: respeitar seu tempo e não se pressionar.
Não se trata de acertar
Talvez, ao ler isso, você tenha se identificado, talvez não. A autoridade é algo a ser experimentado, vivido, compreendido na experiência do corpo, na vibração da voz, na pele, no contato com o mundo.
Observar.
Perceber o que, no seu corpo, faz sentido.
O que muda quando você entende sua Autoridade
Você começa a:
confiar mais nas suas decisões
reduzir a necessidade de validação externa
sair do excesso de dúvida
se alinhar com escolhas mais coerentes
E, principalmente: você começa a construir uma relação mais honesta com você mesma.
Um próximo passo
Entender a sua Autoridade é um divisor de águas, mas vivê-la — no dia a dia — é o que realmente transforma.
Se você quiser começar a integrar isso com mais clareza, de forma aplicada à sua própria vida:
Porque reconhecer sua forma de decidir…muda a forma como você vive.
Você não precisa de mais respostas.
Você precisa aprender a escutar a sua.
Com carinho,
Marcela




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