top of page

O Não-Ser no Desenho Humano: como reconhecer quando você está distante da sua natureza

  • Foto do escritor: marcelaperrote
    marcelaperrote
  • 4 de jun.
  • 12 min de leitura

Atualizado: 5 de jun.



Em algum momento da jornada pessoal, uma pergunta costuma surgir:

Se eu possuo uma natureza única, como posso reconhecer quando estou vivendo distante dela?


O Desenho Humano oferece uma resposta muito interessante para essa questão através do conceito de Não-Ser, ou, como é mais conhecido: o Not-Self.


O Não-Ser não é um defeito, falha, algo que precisa ser combatido. Afinal, ele faz parte da experiência humana, e todos nós experimentamos o Não-Ser. Ele é uma polaridade que nos auxilia o caminho de alinhamento. A diferença está em quanto ele conduz nossas decisões e em quanto reconhecemos sua influência em nossa vida.



O que é o Não-Ser?

No Desenho Humano, chamamos de Não-Ser o conjunto de comportamentos, decisões e estratégias que surgem quando nos afastamos da nossa natureza. Ele nasce dos condicionamentos acumulados ao longo da vida, da educação que recebemos, expectativas que absorvemos, ambientes em que crescemos, das relações que construímos e da necessidade humana de pertencer. O não-eu é a mente tentando controlar o corpo, perseguindo o que julga estar disponível para você.


Desde cedo aprendemos o que gera aprovação, reconhecimento, segurança e amor.

E, pouco a pouco, começamos a desenvolver estratégias para obter essas experiências.


O problema é que muitas dessas estratégias não nasceram da nossa essência, e sim da nossa adaptação às dificuldades e traumas.


E, no Desenho Humano, podemos compreender que o não-eu é uma mecânica: a mente se fixa em nossos centros abertos e toma decisões para gerenciar aquilo que não somos, e, para isso, ela se baseia nas informações condicionadas e à toda autoridade externa.


Assim passamos a viver guiados por esta distorção, e começamos a nos afastar da nossa própria natureza.



Como o Não-Ser se forma?

O Desenho Humano nos mostra que somos profundamente receptivos ao mundo, especialmente através dos nossos Centros Energéticos abertos.


São eles que nos permitem aprender, perceber, amplificar e experimentar a vida. E são também os lugares onde tendemos a buscar respostas fora de nós e compensamos inseguranças, ou buscamos controle e garantias.


É justamente nesses espaços que o Não-Ser costuma construir suas estratégias. Seja para evitar o medo, a rejeição, o desconforto, para garantir o pertencimento. E, com o tempo, essas estratégias podem se tornar tão familiares que passamos a acreditar que somos elas., mas não somos. É esta distorção que impulsiona a tomar iniciativas, ter pressa, a querer agradar, controlar o incontrolável. E assim passamos a viver uma vida homogeneizada, e, com uma grande poluição psíquica, afinal, estamos todos ressoando nos marcos de frustração, amargura, raiva e decepção.



O papel da mente no Não-Ser

Talvez uma das afirmações mais diretas do Desenho Humano seja: a mente não foi feita para tomar decisões.


Isso não significa que a mente seja um problema, ela é uma ferramenta extraordinária, mas, ela serve como uma autoridade externa para os outros através do observar, refletir, aprender, organizar experiências, comunicar, compartilhar perspectivas.


Ela não foi desenhada para conduzir a vida.


No Desenho Humano, a tomada de decisões está associada ao corpo, através da Estratégia e da Autoridade. E, quando a mente assume esse papel, ela normalmente o faz a partir do condicionamento. Este condicionamento busca prever o futuro, controlar resultados, evitar riscos, garantir segurança, buscar aprovação, provar seu valor.


E é justamente aí que o Não-Ser ganha força.

A mente deixa de observar a experiência e passa a tentar controlar a experiência.


O corpo escolhe, a mente descreve. Este é o funcionamento fluído.



Como saber se estou agindo a partir do Não-Ser?

O Desenho Humano oferece um indicador extremamente simples: cada Tipo Energético possui um tema específico que surge quando existe desalinhamento.


Esses temas funcionam como sinais, como luzes acesas no painel que indicam que algo está errado. Eles mostram que talvez você esteja tomando decisões distante da sua natureza.



  • Geradores e Geradores Manifestadores: Frustração

A frustração costuma surgir quando a energia está sendo investida em lugares que não possuem resposta verdadeira e existe excesso de esforço. Quando se tenta fazer algo acontecer pela força, insistindo em algo que não encontra correspondência. É quando sua preciosa energia vital é desperdiçada.

A frustração pergunta: existe realmente energia para isso?


  • Projetores: Amargura

A amargura frequentemente aparece quando existe a tentativa de conquistar reconhecimento e busca validação. Quando oferece orientação e direcionamento sem que ela tenha sido solicitada, ou, tenta provar o valor, assim sua aura de fecha, fechando também o campo de trocas reais.

A amargura pergunta: você está esperando reconhecimento ou tentando produzi-lo?


  • Manifestadores: Raiva

A raiva costuma surgir quando o fluxo natural da ação encontra resistência, e existe excesso de controle. Quando a liberdade de movimento é constantemente bloqueada, e a própria expansão não encontra espaço. Assim, suas informações e ações são ignoradas, e a raiva explode a partir das permissões e possibilidades.

A raiva pergunta: onde você está tentando forçar passagem ou permitindo que bloqueiem sua natureza?


  • Refletores: Decepção

A decepção aparece quando a experiência não corresponde às expectativas, e decisões importantes são tomadas sem respeitar o próprio tempo e assimilação, sem respeitar o ciclo lunar. Quando ambientes inadequados são mantidos por tempo demais. Seu campo se torna um espelho dos condicionamentos do mundo e nada te traz claridade sobre a experiência. 

A decepção pergunta: você está observando a realidade ou projetando expectativas sobre ela?



Como o Não-Ser aparece nos Centros Energéticos e reconhecer sua ação

O Não-ser pode se manifestar em nossos centros abertos ou definidos. É importante entender que, embora os centros definidos sejam forças consistentes, ainda assim podemos manifestar uma distorção desta qualidade. Já os centros abertos, por serem um espaço de absorção, naturalmente acabam carregando um volume mais considerável dos nossos pontos condicionados.


Lembre: os Centros abertos não são defeitos, eles são espaços de aprendizagem, sensibilidade, campo de experiências, e, ainda, é onde existe o seu maior potencial de maestria e sabedoria nesta experiência.


Uma das formas mais simples de iniciar o processo de descondicionamento é aprender a observar o Não-Ser enquanto ele acontece, não depois ou meses mais tarde. É um exercício de atenção plena e consciência sobre a própria manifestação.


Algumas frases internas costumam funcionar como sinais de alerta. Se você possui o Centro do Ego aberto, por exemplo, talvez reconheça pensamentos como: "Preciso provar que sou capaz.", "Preciso mostrar meu valor.", "Preciso fazer mais para ser reconhecida."


Já uma Raiz aberta frequentemente pressiona: "Preciso resolver isso agora.", "Preciso terminar logo.", "Preciso me livrar dessa pressão."


O Plexo Solar aberto costuma buscar conforto através da evitação: "Melhor não falar disso.", "Não quero gerar desconforto.", "Vou deixar para depois."


Enquanto o Baço aberto pode se apegar a situações, relações ou circunstâncias que já cumpriram seu papel: "E se eu perder isso?", "E se eu me arrepender?", "E se essa for minha única oportunidade?"


Esses pensamentos não significam que você está errada - eles apenas revelam que existe condicionamento ativo naquele momento.


A grande mudança acontece quando você consegue perceber:

"Isso é uma pressão." ou "Isso é um medo." ou "Isso é um condicionamento."


E não necessariamente uma verdade.


Esse pequeno espaço de consciência já muda tudo.


Conheça abaixo algumas expressões que manifestam o Not Self dos centros energéticos abertos em seu corpo gráfico:


  • Cabeça Aberta

A mente assume problemas que muitas vezes nem lhe pertencem e entra em fluxo de pressão contínuo:

"Preciso encontrar respostas."

"Preciso resolver isso."

"Preciso pensar mais."


  • Ajna Aberto

Surge dificuldade em conviver com o desconhecido buscando controlar as perspectivas e direções:

"Preciso ter certeza."

"Preciso estar certa."

"Preciso sustentar uma opinião."


  • Garganta Aberta

A busca por reconhecimento pode se tornar constante e existe uma urgência em se manifestar:

"Preciso ser notada."

"Preciso falar."

"Preciso chamar atenção."


  • Centro G Aberto

Existe uma busca permanente por identidade e direção sentindo que o pote de ouro estará no final do arco-íris, o agora não é uma opção:

"Preciso encontrar meu caminho."

"Preciso descobrir quem sou."

"Preciso encontrar o lugar certo."


  • Ego Aberto

Muitas vezes a autoestima passa a ser medida pela produtividade e pelas métricas sociais impostas:

"Preciso provar meu valor."

"Preciso mostrar do que sou capaz."

"Preciso fazer mais."


  • Plexo Solar Aberto

E assim verdades importantes deixam de ser expressas, conflitos passam a ser evitados, e os confrontos naturais não acontecem, criando um campo de somatização:

"Preciso evitar conflito."

"Preciso manter a paz."

"Preciso agradar."


  • Baço Aberto

Permanecendo em circunstâncias mesmo quando algo já cumpriu seu propósito e precisar ter tudo "garantido" na vida:

"Preciso me apegar."

"Preciso manter isso."

"Preciso garantir segurança."


  • Sacral Aberto

E assim, o corpo é levado além dos seus limites naturais, ocupando sua vida de atividades que geram sobrecarga por não saber a hora de parar:

"Posso continuar."

"Só mais um pouco."

"Só mais uma tarefa."


  • Raiz Aberta

E a pressão da adrenalina e da urgência passam a conduzir escolhas importantes, sendo tudo para "ontem":

"Preciso resolver isso agora."

"Preciso terminar rápido."

"Preciso me livrar dessa pressão."


O condicionamento não é o inimigo.

Existe uma tendência de olhar para os condicionamentos como algo negativo, mas esta não é a proposta do Desenho Humano.


O desafio está em permitir que eles assumam a direção da vida.



Os Centros Definidos e suas expressões de Não-Ser

Quando falamos sobre Não-Ser, normalmente direcionamos nossa atenção para os Centros abertos, e isso faz sentido pois são eles que absorvem, amplificam e sofrem maior influência do condicionamento externo.


Mas existe uma compreensão mais profunda dentro do experimento: os Centros definidos também podem se manifestar de forma desalinhada.


A diferença é que eles não expressam o Não-Ser através da falta.

Expressam através do excesso, da rigidez ou da identificação exagerada com aquilo que sustentam naturalmente.


Enquanto um Centro aberto tende a buscar algo que acredita não possuir, um Centro definido pode tornar-se excessivamente fixo naquilo que já é.


Perceba: o problema não está no Centro. Está na forma como essa energia está sendo utilizada.


Vamos entender um pouco, centro a centro:


  • Cabeça definida

A força saudável da Cabeça definida está na capacidade de sustentar inspiração e pressão mental de forma consistente. Quando desalinhada, pode acreditar que precisa responder a todas as perguntas, resolver todos os problemas ou transformar toda inspiração em obrigação. A pressão para pensar nunca desliga, mas aqui precisamos lembrar que ela não precisa comandar a vida.


  • Ajna definido

O Ajna definido oferece uma maneira consistente de processar informações e construir perspectivas.

Quando opera através do medo ou da rigidez, pode transformar convicção em necessidade de estar sempre certo, surge então a dificuldade de considerar novas perspectivas ou flexibilizar opiniões.


  • Garganta definida

A Garganta definida traz uma expressão consistente, mas a sua distorção pode aparecer quando existe a necessidade de falar constantemente, explicar tudo, responder tudo ou assumir que sua voz precisa ocupar todos os espaços. Expressão saudável não é excesso de expressão, é uma expressão adequada, que segue sua autoridade interna.


  • Centro G definido

O Centro G definido sustenta uma direção, identidade e sentido de si mais consistentes. Quando desalinhado, pode transformar essa estabilidade em rigidez, pode insistir em permanecer em caminhos que já não fazem sentido apenas porque se identificou profundamente com eles.


  • Ego definido

O Ego definido possui força de vontade consistente e capacidade de comprometimento, mas sua sombra aparece quando essa força se transforma em necessidade de vencer sempre, controlar resultados, provar valor ou sustentar compromissos além do que realmente deseja. A força saudável não precisa ser demonstrada o tempo todo, ela sabe onde pode se envolver e quais compromissos pode honrar.


  • Plexo Solar definido

O Plexo Solar definido traz uma experiência emocional consistente e contínua. Quando desalinhado, pode tornar-se excessivamente identificado com suas emoções, pode acreditar que toda emoção precisa ser expressa imediatamente ou que todo sentimento representa uma verdade absoluta. Mas aqui é preciso lembrar: a emoção é uma onda e não é uma sentença.


  • Baço definido

O Baço definido oferece percepção instintiva consistente, senso de sobrevivência e inteligência corporal.

Ele naturalmente possui uma voz que traz um medo como um objeto de precaução. Mas, quando esse medo se torna regente, e se sobrepõe a autoridade interna, pode tornar-se excessivamente cauteloso, desconfiado ou resistente a mudanças necessárias. A intuição saudável protege, o medo excessivo aprisiona.


  • Sacral definido

O Sacral definido possui acesso constante à força vital. e a sua distorção aparece quando essa energia é utilizada sem consciência. A pessoa continua produzindo, trabalhando, realizando e respondendo sem respeitar seus próprios limites. Ter energia não significa estar disponível para tudo.


  • Raiz definida

A Raiz definida oferece uma pressão estável para agir, iniciar movimentos e lidar com demandas da vida. Quando desalinhada, pode viver em aceleração permanente como se tudo fosse urgente, como se descansar fosse perda de tempo, como se a pressão precisasse ser descarregada imediatamente.

Mas a pressão da Raiz foi feita para gerar movimento, não para produzir ansiedade.


Como perceber se um Centro definido está desalinhado?

Uma pergunta simples pode ajudar: "Estou utilizando essa energia ou estou sendo utilizada por ela?"

Existe uma grande diferença entre possuir uma energia consistente e ser governada por ela.


Quando seguimos nossa Estratégia e Autoridade, os Centros definidos tendem a expressar sua frequência mais saudável de forma natural. Eles deixam de ser mecanismos de controle e voltam a ser aquilo que realmente são: fontes estáveis de energia, consciência e contribuição.


Por isso, o descondicionamento não acontece apenas nos Centros abertos.

Ele também acontece na forma como aprendemos a utilizar aquilo que já somos, sem excessos, sem rigidez e sem transformar nossos talentos em prisões.



O que realmente reduz o poder do Não-Ser?

O Desenho Humano oferece uma resposta surpreendentemente simples: viver sua Estratégia e sua Autoridade.


Não existe atalho, mágica, resposta universal para todos, técnica secreta, pensamento positivo, etc.


O caminho do descondicionamento acontece quando você começa a tomar decisões de acordo com sua mecânica. Pouco a pouco. Uma decisão por vez. Um dia por vez..


Os Geradores e Geradores Manifestadores começam a perceber isso quando deixam de iniciar tudo pela mente e passam a responder àquilo que a vida apresenta. Quando existe clareza sacral, a energia encontra direção, quando há seletividade na escolha. Quando há Autoridade Emocional, surge também a compreensão de que não existe verdade no agora. A resposta amadurece à medida que a onda emocional se move, até que a clareza possa emergir.


Os Projetores percebem uma transformação semelhante quando deixam de buscar reconhecimento e passam a permitir que ele aconteça. Ao serem vistos pelas pessoas corretas e nos momentos adequados, a amargura começa a dar lugar ao Sucesso. Sua orientação encontra espaço, não porque foi imposta, mas porque foi verdadeiramente recebida.


Os Manifestadores descobrem que informar não reduz sua liberdade — amplia seu impacto. Quando comunicam seus movimentos antes de agir, diminuem resistências desnecessárias e permitem que sua energia flua com mais naturalidade. Aos poucos, a raiva dá lugar à Paz.


Já os Refletores encontram alívio quando abandonam a necessidade de decidir rapidamente. Ao respeitarem seus ciclos e permitirem que o tempo revele a verdade de cada situação, a decepção começa a ceder espaço para a Surpresa — a assinatura de uma vida vivida em alinhamento.


O processo é diferente para cada Tipo, mas o princípio é o mesmo: quanto mais seguimos nossa mecânica natural, menos espaço o Não-Ser encontra para conduzir nossas escolhas, por isso, observe os sinais.


Frustração, amargura, raiva ou decepção indicam que a mente conduziu a decisão.


Quando perceber um desses temas em ação, faça uma pausa, retorne ao seu Tipo e à sua Autoridade, e prossiga apenas quando estiver alinhada com a sua verdade.



O que é o descondicionamento?

Muitas pessoas acreditam que descondicionar significa deixar de sentir medo, ou deixar de sentir pressão, ou ainda, nunca mais ser influenciada pelo mundo. Mas, não é isso.


Descondicionar significa retirar gradualmente a autoridade da mente sobre as suas decisões.


As pressões continuam existindo.

Os medos continuam aparecendo.

Os condicionamentos continuam sendo percebidos.


A diferença é que eles deixam de conduzir a sua vida.


Você continua sentindo a pressão da Raiz. Continua percebendo emoções através do Plexo Solar. Continua amplificando experiências através dos Centros abertos.

Mas você passa a reconhecer essas influências sem entregar a elas o volante da sua vida.


O descondicionamento é uma remoção gradual da autoridade da mente sobre os seus Centros abertos e sobre o Não-Ser. É um processo mecânico de recondicionamento, e ele leva tempo. No Desenho Humano, estima-se um ciclo de aproximadamente sete anos para essa transformação mais profunda, acompanhando a renovação celular, os hábitos, os vínculos e as estruturas que sustentam a vida. Ainda assim, mudanças importantes podem ser percebidas desde o início, especialmente quando você passa a seguir sua Estratégia e Autoridade de forma consistente.


Por isso, o descondicionamento não é uma teoria. É uma experiência. Um processo em que você continua percebendo as pressões, mas deixa de entregar suas decisões à mente.


Pouco a pouco, a satisfação se aproxima dos Geradores e Geradores Manifestadores, o sucesso dos Projetores, a paz dos Manifestadores e a surpresa dos Refletores.


Muitas pessoas temem perder oportunidades ao seguir sua Estratégia e Autoridade. Mas é importante compreender que aquilo que é verdadeiramente correto para você sobrevive ao tempo necessário para a sua clareza. O que não pode esperar dificilmente está alinhado à sua natureza.

Uma vida que exige que você ignore a sabedoria do seu corpo para atender à urgência da mente não é uma vida construída em correspondência com a sua geometria essencial.



O Não-Ser desaparece?

Essa é uma das perguntas mais comuns, e a resposta é não.


Os Centros continuam abertos, o condicionamento continua existindo, a vida continua oferecendo influência.


O que muda é a autoridade.

Quando o corpo assume a condução, o Não-Ser perde espaço.


E assim, a consciência se expande, as decisões se tornam mais alinhadas, e a vida passa a fluir com menos resistência.



Retorne para si:

Durante os próximos dias, observe:

  • Onde a frustração aparece?

  • Onde a amargura aparece?

  • Onde a raiva aparece?

  • Onde a decepção aparece?


Quando elas surgirem, faça uma pausa.


Pergunte-se:

"Estou agindo a partir da minha natureza ou tentando controlar algo?"

"Estou respondendo à vida ou reagindo ao medo?"

"Estou honrando minha Autoridade ou buscando uma resposta mental?"

O que eu estava tentando provar, controlar, evitar ou garantir?

Essa simples observação já inicia o processo de descondicionamento.


Em seguida, volte para sua mecânica.

Volte para sua Estratégia.

Volte para sua Autoridade.

Volte para o seu corpo.


O Desenho Humano nos ensina que não precisamos descobrir quem somos, porque já somos.

E lembrar que:

O corpo sabe.

A vida responde.


E, pouco a pouco, aquilo que parecia confuso começa a revelar uma direção mais simples, mais coerente e mais verdadeira.


Esse é o início do descondicionamento.

E também o início do retorno para si.


Um próximo passo

Reconhecer o Não-Ser é uma das etapas mais importantes da jornada de autoconhecimento.

Porque aquilo que pode ser observado deixa de agir completamente no inconsciente.


Se você deseja compreender como esses condicionamentos aparecem especificamente no seu mapa, existem diferentes formas de aprofundar essa investigação, principalmente em Leituras Avançadas onde podemos aprofundar somente no Not Self, contemplando não apenas os centros energéticos mas toda a área receptiva do seu desenho.



Porque o objetivo do Desenho Humano não é transformar você em alguém melhor.

É ajudá-la a reconhecer quem você sempre foi.


Com carinho,

Marcela

Comentários


Não é mais possível comentar esta publicação. Contate o proprietário do site para mais informações.
bottom of page